domingo, 24 de janeiro de 2010

NÃO FALE DE BOCA CHEIA

NÃO FALE DE BOCA CHEIA





Hoje lembrei de uma antiga lição da minha mãe: “NÃO FALE DE BOCA CHEIA” , como desde criança sempre tive esse “dom da palavra”, costumava me meter nas conversas dos adultos na mesa, gostava de dar meus ridículos palpites nos conselhos do meu pai aos meus irmãos, como sempre almoçávamos no mesmo horário queria expressar meu direito de cidadão. Mas acabava falando com a farofa, com o arroz ou a carne na boca e minha sabia mãe me advertia enfaticamente, pois poderia me engasgar e sofrer a toa. Descobri que essa lição é divina, encontrei Deus falando com os filhos de Esaú (Edom), quando estes se vangloriavam da queda dos seus irmãos, filhos de Jacó (Israel) em Obadias versículo doze: “Mas tu não devias ter olhado com prazer para o dia do teu irmão, o dia da sua calamidade, nem te ter alegrado sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem ter falado de BOCA CHEIA, no dia sua angustia”, nosso Criador ao engenhar nossas capacidades, nos deu esse dom de poder falar, mas o uso inadequado desse talento pode ser prejudicial para nós mesmos. Ao nos reportarmos a um irmão, não podemos falar com a boca cheia, sobre seus erros, defeitos ou falha. O apostolo Paulo, viu na igreja da Galacia gente com esse problema e afirmou: Queridos irmãos, se um cristão for vencido por algum pecado, vocês que são de Deus devem ajudá-lo, com mansidão, lembrando-se de que da próxima vez poderá ser um de vocês a cair no erro”(Gl 6.1). Vamos fazer a oração de Davi: “Poe guarda, Senhor, à minha boca; vigiai a porta dos meus lábios” (Sl 141.3) se não quisermos nos engasgar e sofrer a toa, vamos atentar para as palavras que saíram da boca de Jesus: “Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e, depois, é lançado em lugar escuso? Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem“ (Mt 15.17-18). Na hora de falar de boca cheia outra vez, lembre-se da minha mãe: “Você pode morrer engasgado!”.


Deus te abençoe!